sábado, 24/10/2026

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Tecnologia de ponta no interior de SP: Inteligência artificial no monitoramento da qualidade da água dos rios

A Universidade Estadual Paulista (Unesp), localizada em Guaratinguetá, está na vanguarda da pesquisa em monitoramento ambiental com uma nova abordagem que combina tecnologia e sustentabilidade. Um estudo recente, conduzido pelo engenheiro eletricista Wilson dos…

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A Universidade Estadual Paulista (Unesp), localizada em Guaratinguetá, está na vanguarda da pesquisa em monitoramento ambiental com uma nova abordagem que combina tecnologia e sustentabilidade. Um estudo recente, conduzido pelo engenheiro eletricista Wilson dos Santos Júnior durante seu mestrado, utiliza inteligência artificial para estimar dados faltantes nas análises da qualidade da água dos rios do Vale do Paraíba, região tão rica em recursos hídricos.

A proposta surgiu em resposta a um desafio enfrentado durante a pandemia de Covid-19, quando as equipes de campo não conseguiram realizar medições regulares. Wilson explica que a tecnologia permitirá preencher essas lacunas, assegurando que o monitoramento da qualidade da água continue eficiente: “Você vai ser capaz de preencher essas lacunas e não perder esse controle do acompanhamento”, destaca.

O sistema de inteligência artificial desenvolvido no estudo é capaz de analisar dados históricos, coletados pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) entre 2013 e 2023, e identificar padrões que ajudam a prever valores não medidos. Parâmetros como temperatura, pH e a presença de coliformes são levados em conta no cálculo do Índice de Qualidade da Água (IQA). Os resultados foram promissores, com um erro de previsão inferior a 10% em testes diretos e uma redução ainda mais significativa quando os parâmetros faltantes foram estimados primeiro.

A pesquisa também abre portas para novas análises, como a possibilidade de correlacionar a qualidade da água com dados meteorológicos, permitindo um entendimento mais profundo dos efeitos de secas e chuvas intensas nas condições dos rios. A professora Marcela Machado, orientadora do trabalho, ressalta a importância dessa tecnologia: “O que a gente fez é mais um modelo matemático para ajudar com os dados já existentes, que são coletados pela Cetesb. A gente só elaborou modelos para ajudar nos cálculos e nas predições”, afirma.

Embora a ferramenta não substitua as coletas e análises tradicionais, ela representa um passo importante na busca por um monitoramento mais robusto e eficaz da qualidade da água, essencial para a preservação dos nossos recursos naturais. Com inovações como essa, o Vale do Paraíba se afirma como um exemplo de como a ciência pode contribuir para a sustentabilidade e a saúde ambiental da região.