sábado, 31/10/2026

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Brasil se prepara para o transporte de novo satélite com carga de 13 toneladas e simulação em avião da Embraer no interior de SP

O Vale do Paraíba se destaca mais uma vez no cenário da tecnologia espacial brasileira com a preparação para o lançamento do satélite Amazônia 1B. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o…

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O Vale do Paraíba se destaca mais uma vez no cenário da tecnologia espacial brasileira com a preparação para o lançamento do satélite Amazônia 1B. Desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o satélite tem como missão monitorar a Terra e está previsto para ser lançado em setembro de 2027, após uma série de etapas cuidadosas de transporte e instalação.

Recentemente, uma simulação no aeroporto de São José dos Campos confirmou que o KC-390, um avião militar fabricado pela Embraer e operado pela Força Aérea Brasileira (FAB), está apto a transportar o contêiner que levará o satélite até a Guiana Francesa. Participaram da simulação cerca de 30 profissionais do Inpe, da FAB e do aeroporto, realizando testes com o contêiner vazio para garantir a logística do transporte.

De acordo com Adenilson Roberto da Silva, coordenador-geral de Engenharia, Tecnologia e Ciências Espaciais do Inpe, o contêiner pesa mais de 7 toneladas e é projetado para proteger o satélite de variações de temperatura e vibrações, garantindo a integridade do equipamento sensível que pesa aproximadamente 638 quilos. “É essencial que o contêiner tenha proteção térmica e contra vibrações para evitar danos ao satélite”, explicou.

O transporte do contêiner por rodovias também não pode ser subestimado. Adenilson destacou que a velocidade de deslocamento deve ser controlada entre 20 km/h e 30 km/h para assegurar a segurança da carga. Essa operação cuidadosa é uma parte importante do planejamento, especialmente considerando que o Amazônia 1B será o segundo satélite da família Amazônia, utilizando uma tecnologia inovadora chamada reflectometria de sinais de navegação.

Essa nova técnica permitirá que o satélite colete informações valiosas sobre o ambiente, como umidade do solo e do ar, ventos na superfície dos oceanos e características de áreas alagadas. Adenilson enfatiza que essa tecnologia é inédita não apenas no Brasil, mas também a primeira vez que está sendo utilizada no mundo.

O desenvolvimento do Amazônia 1B é uma demonstração do potencial da indústria espacial no Brasil, especialmente na região do Vale do Paraíba, que abriga o Inpe e diversas empresas do setor. A expectativa é que a carga complete, somando cerca de 13 toneladas, siga para a Guiana Francesa em 2027, um passo significativo na capacidade do Brasil de atuar no espaço com tecnologia própria e recursos locais.