Na última sessão da Câmara Municipal de Taubaté, o vereador Alberto Barreto (PRD) causou polêmica ao aparecer com uma camiseta que remete ao símbolo da perseguição nazista. Com a estrela de seis pontas em destaque, ele fez um discurso que levantou discussões acaloradas sobre liberdade de expressão e a comparação de contextos históricos.
O uso do símbolo, que remete a uma das páginas mais sombrias da história, foi justificado pelo vereador como uma forma de alertar para a estigmatização e segregação que, segundo ele, podem preceder a perda de liberdades individuais. Barreto trocou a inscrição original “judeu” pela frase “não vacinado” em uma clara alusão às opiniões divergentes que surgiram durante a pandemia.
O ato foi uma resposta às moções de repúdio apresentadas pelo vereador Isaac do Carmo (PT), que abordavam questões de perseguição a lideranças e grupos associados à esquerda. Durante seu discurso, Barreto criticou a percepção de que ações da direita são tratadas como crime, enquanto a esquerda seria vista como defensora da liberdade de expressão. “É sempre assim: quando é direita, é crime. Quando é esquerda, é liberdade de expressão. Eu sou a favor da liberdade”, declarou.
É importante lembrar que o Holocausto resultou na morte de aproximadamente 2,7 milhões de judeus, um fato que não deve ser esquecido e que traz à tona a gravidade das comparações feitas. Em uma nota, o vereador afirmou que a camiseta foi criada durante a pandemia e que sua intenção não era fazer uma comparação direta com o extermínio, mas sim criticar o processo de identificação e segregação que pode levar ao autoritarismo.
A repercussão do ato de Alberto Barreto ainda está gerando debates acalorados entre os moradores de Taubaté, que se dividem entre a defesa da liberdade de expressão e a preocupação com os limites das comparações históricas.
Crédito da imagem: Reprodução/TV Câmara


