segunda-feira, 26/10/2026

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GCM utiliza gás lacrimogêneo em incidente com apoiadores de Lula em cidade do interior de SP

Na noite deste domingo (25), uma celebração em São José dos Campos, marcada pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi abruptamente interrompida por uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM). Por…

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Na noite deste domingo (25), uma celebração em São José dos Campos, marcada pela vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi abruptamente interrompida por uma ação da Guarda Civil Municipal (GCM). Por volta das 22h, apoiadores do presidente se reuniam nas proximidades das avenidas Nove de Julho e Paulo Becker quando foram surpreendidos por agentes que lançaram granadas de gás lacrimogêneo na direção do grupo.

O clima festivo foi rapidamente transformado em pânico. De acordo com relatos de quem estava presente, a comemoração ainda era pequena quando os guardas chegaram e começaram a formar uma barreira. A estudante Emanuele Mamedi, que estava no local, descreveu a situação como tensa. “Eles estavam com armamento muito pesado. De repente, um deles apontou e disparou. Todo mundo saiu correndo em pânico”, contou ela à Rede Vanguarda.

O psicólogo Tiago Silveira, também presente, corroborou a versão de Emanuele, afirmando que a GCM chegou antes da situação se agravar. “Eles fecharam a via e avançaram. Foi assustador”, disse, lembrando que a comemoração acontecia em frente a uma padaria, perto de um semáforo fechado.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que as granadas são lançadas, enquanto um dos apoiadores recolhe um dos artefatos utilizados pelos agentes. Até o fechamento desta matéria, não havia confirmação de feridos ou detidos.

A Prefeitura de São José dos Campos se manifestou sobre o ocorrido, afirmando que a GCM foi acionada para dispersar a aglomeração e restabelecer a ordem. Segundo a nota oficial, a Avenida Nove de Julho não é um local apropriado para manifestações devido à presença de um hospital nas proximidades, enfatizando a necessidade de respeitar o sossego público.

Este episódio levanta questionamentos sobre o uso da força em situações de celebração e a relação entre as autoridades e a população, especialmente em momentos de expressão política.