Na tarde desta segunda-feira (26), o vice-presidente reeleito, Geraldo Alckmin (PSB), respondeu às polêmicas declarações do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as eleições brasileiras. Trump, sem fornecer evidências, insinuou que os resultados do pleito de domingo (25) poderiam ser considerados fraudulentos. Alckmin não hesitou em refutar a afirmação, ressaltando a importância do respeito à soberania nacional.
“É totalmente equivocada essa declaração. Primeiro, não se deve interferir na política de outro país, isso é uma regra fundamental. E, segundo, não há qualquer base para tais alegações. O Brasil é um exemplo mundial em termos de segurança jurídica e uso de urnas eletrônicas. A democracia se baseia na vontade do povo, que tem o direito de escolher seus líderes. O importante agora é seguir em frente com negociações e diálogos”, declarou Alckmin à Rede Vanguarda.
O resultado do segundo turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, logo após o fechamento das urnas. Alckmin aproveitou a oportunidade para detalhar os planos do governo em relação às relações internacionais, destacando acordos comerciais que têm potencial para beneficiar o Brasil.
“Após as eleições, vamos intensificar as negociações com os Estados Unidos para garantir bons acordos. Estamos abrindo novos mercados e firmando parcerias, como os acordos com o Mercosul e a União Europeia, que já resultaram em um aumento significativo das nossas exportações para a Europa”, acrescentou o vice-presidente.
Em sua declaração, Trump havia afirmado que a eleição parecia “muito ruim” e que, apesar de não governar o Brasil, manifestou simpatia pelo presidente Lula, ressaltando que a situação era estranha. No entanto, sua falta de evidências para respaldar suas alegações deixou a comunidade internacional em alerta, reforçando a importância da legitimidade dos processos democráticos.
Crédito da imagem: Alckmin reage a declaração de Trump: 'Totalmente equivocada'


